Edição 263
VELHO NOVO MUNDO
por Paula Pacheco
A entrada nos EUA é cada vez mais difícil. Mais um motivo para as agências, companhias aéreas e hotéis explorarem as rotas da Europa.
Se, por questões de segurança, os Estados Unidos decidiram dificultar a vida dos turistas estrangeiros, os países europeus estão eufóricos com a possibilidade de faturar mais. O Brasil, apesar da economia emperrada, entrou na mira das embaixadas, dos donos de hotéis e das companhias aéreas do Velho Continente.
Na semana passada, um grupo de empresários de Courchevel, principal estação de esqui da Europa, teve encontros com donos de agências de viagem do Rio de Janeiro e São Paulo com o objetivo de aumentar a divulgação do badalado destino francês. Na quinta-feira 16, a companhia aérea espanhola AirEuropa anunciou o início da operação no Brasil. A partir de novembro, a Alitalia oferecerá mais vôos e colocará uma aeronave maior para fazer o trecho GuarulhosRomaMilão. Devido ao crescimento da procura, a TAM programou mais sete vôos extras para Paris no período entre 31 de outubro e 20 de novembro. A Air France também aumentou a oferta de assentos no trecho RioParis.
De olho nos que fogem da burocracia norte-americana, as embaixadas européias também aumentaram os investimentos em promoção no País. Por enquanto, são apenas previsões, mas, na média, os principais receptores de turistas brasileiros na Europa Itália, França, Espanha e Portugal esperam um acréscimo de 20% no volume de visitantes.
A pequena Courchevel, distante quatro horas de Paris (de trem TGV), vive do turismo quatro meses no ano, apenas durante o inverno. Os 42 hotéis da cidade habitualmente recebem grupos de brasileiros, mas a quantidade tem diminuído nos últimos anos, o que fez com que os empresários e o governo se organizassem para recuperar o cartaz entre os endinheirados do País.
Queremos com esta visita retomar o número de brasileiros de três anos atrás, ou seja, aumentar em pelo menos 20% o total de turistas, explica Juliette Delarue, representante da Oficina de Turismo de Courchevel. Normalmente, os brasileiros que visitam a cidade dedicam alguns dias à capital francesa.
O lugar é chique, recebe gente famosa como Gérard Depardieu, o rei Juan Carlos, da Espanha, pilotos da F1 e tenistas internacionais. Os turistas têm as mais diversas origens são 52 nacionalidades. Pelo menos 80% dos freqüentadores são da própria França ou da Inglaterra.
Os hotéis, no geral, estão preparados para quem tem uma gorda conta bancária. As diárias de hospedagens mais modestas até assanham os turistas da classe média, a partir de 36 euros por pessoa (cotação de R$ 3,29, em média, na semana passada). Mas são exceções. No geral, os hotéis cobram a partir de 200 euros (um três- estrelas sem café da manhã). A conta nos mais sofisticados pode chegar a 2 mil euros por dia (com café e mais uma refeição). Quem não quiser chegar a Courchevel de trem, pode seguir de helicóptero a partir de Lyon ou de Genebra, na Suíça. O vôo sai por 1 mil euros e a aeronave leva até cinco pessoas apenas com bagagem de mão, é claro. Tem quem alugue dois helicópteros, um apenas para as malas, conta Juliette.
Além das pistas de esqui, que cobram 40 euros pelo passe, os visitantes podem aproveitar a permanência na cidade francesa para um tour gastronômico ou para fazer compras. O turismo movimenta, por temporada, cerca de 600 milhões de euros.
Se os franceses estão empenhados em levar os brasileiros para esquiar em Courchevel, os italianos não ficam atrás. Segundo Fernanda Morici Longobardo, diretora do escritório local da Enit (Ente Nazionale Italiano per il Turismo), a previsão é de que, na próxima temporada, 500 mil brasileiros sigam para a Itália. No ano passado, foram 400 mil. O Brasil representa pouco no volume total de turistas que visitam lugares como Roma, Veneza e Florença. Em 2002, foram 37 milhões de estrangeiros.
Está nos planos do governo italiano divulgar outros destinos. Estamos trabalhando muito de perto os recursos naturais e os atrativos culturais das 20 regiões italianas, diz Fernanda. Gênova, que será transformada na capital européia da cultura em 2004, deverá ser uma das prioridades. No mês que vem, chega ao Brasil para dar início à divulgação daquela região o diretor da agência regional para a promoção da Ligúria, onde se situa Gênova.
O interesse dos brasileiros pela Itália tem reflexos na disponibilidade de assentos nos aviões. Na Alitalia, segundo Eloísa Salles, responsável pelo departamento de marketing da companhia, já há alguns vôos com lugares vagos apenas na primeira classe. Em dezembro, começa a operar o Boeing 777, que aumentará em 40% a oferta de poltronas. A procura já está 30% maior em comparação com o ano passado, não só por causa dos brasileiros que querem ir para a Europa, mas também porque muita gente quer ir para outros destinos, como Japão, sem fazer escala nos EUA, onde é preciso o visto, explica Eloísa.
Os espanhóis também aumentaram as fichas no País neste ano, segundo informações da Oficina de Turismo. Tradicionalmente, os brasileiros vão à Espanha para conhecer a capital Madri, Barcelona e o roteiro de Santiago de Compostela, que se tornou mais conhecido no Brasil depois do livro de Paulo Coelho. Há também aqueles que procuram o país para estudar.
Recentemente, o governo espanhol começou a divulgar peças publicitárias que destacam outros atrativos do país, como os aspectos naturais e culturais, como a medieval Toledo, uma das cidades escolhidas como patrimônio histórico da humanidade. A Espanha é o segundo país da Europa em volume de turistas, perde apenas para a França. No ano passado, foram 51,75 milhões de estrangeiros.
A AirEuropa pegou carona nesse interesse dos espanhóis em aumentar o intercâmbio turístico com o Brasil e anunciou na semana passada o início das operações. A companhia aérea tem um perfil parecido com o da brasileira Gol, com vôos de baixo custo. Para não competir com a Iberia e a Varig, a empresa preferiu oferecer apenas o trecho MadriSalvador três vezes por semana. Os vôos começam a partir de 1º de novembro.
O Instituto de Comércio Exterior Português, com sede em São Paulo e dirigido pelo conselheiro comercial do governo, João Mota Pinto, tem procurado divulgar roteiros conjugados com a Espanha. Pinto está otimista em relação à próxima temporada. Tradicionalmente, os brasileiros viajam muito para Portugal. Neste ano, com as dificuldades de visto para os EUA, essa procura deverá aumentar, diz o conselheiro. O país recebe por ano cerca de 2 milhões de turistas (no total) e os lugares mais visitados são Lisboa, a região do Alentejo e o norte de Portugal. Na mão dupla, o Instituto Brasileiro de Turismo (Embratur) iniciou em Portugal sua ofensiva européia para atrair turistas estrangeiros ao Brasil (leia texto abaixo).
Com tanta promoção dos países, é fácil se identificar com um dos roteiros europeus. É difícil prever se, diante do esvaziamento das atividades turísticas, o governo dos EUA tentará reverter o jogo e oferecer facilidades, e se a moeda da União Européia se manterá atraente para os brasileiros.
Para quem está com a grana curta, vale lembrar que há muitas opções econômicas no Brasil ainda pouco conhecidas pelos brasileiros e muito valorizadas pelos estrangeiros, principalmente pelos europeus.
O BRASIL QUER SER REDESCOBERTO
A Embratur tem planos para dobrar o número de turistas no Brasil até 2007.
Por Ana Paula Sousa, de Lisboa
No requintado bairro das Amoreiras, em Lisboa, o Brasil trajou-se de homem de negócios. Para apresentar o País às empresas de turismo portuguesas, a Embratur chegou ao Hotel Dom Pedro, na quarta-feira 8, com gravatas alinhadas e números a postos. O instituto agora subordinado ao Ministério do Turismo criado no governo Lula escolheu Portugal como sede de sua primeira ofensiva européia e, na bagagem, levou duas metas ambiciosas: dobrar o número de turistas estrangeiros no Brasil até 2007 e atraí-los não só pela natureza, mas também pela cultura nacional.
Nos últimos quatro anos, o Brasil tem recebido, em média, 4,5 milhões de turistas anualmente. O pico, registrado em 2000, foi de 5 milhões de pessoas. Reestruturada e com o respaldo de um ministério recém-criado, a Embratur está certa de que, até 2007, é possível bater na casa dos 9 milhões. Para isso, no entanto, é preciso corrigir algumas rotas.
Se continuarmos a promover apenas natureza, sol e praia, não passaremos disso, atesta Eduardo Sanovicz, presidente da Embratur e mestre-de-cerimônias do workshop. A partir de agora, o eixo de nossas ações está na qualidade da produção cultural, na gastronomia, na boa música brasileira. Tanto que aqui, em vez de um show de mulatas, encerraremos o jantar com um show do João Bosco.
Ao lado da difusão desse conceito, Sanovicz aposta algumas fichas no turismo de negócios e eventos. Hoje, 100% da atividade está concentrada no lazer. Para mudar isso, criamos uma diretoria voltada à captação de eventos, diz ele. Nos últimos oito meses, o Brasil participou da concorrência de 40 eventos internacionais e, até agora, captou dez deles entre os quais o Congresso Mundial de Produtores de Algodão, marcado para Goiânia em 2005. O Brasil precisa entrar nesse mercado e, este ano, vamos apresentar pelo menos 70 candidaturas, promete Sanovicz. Mas, enquanto esses eventos não chegam, a saída é incrementar o turismo de lazer.
Para isso, a Embratur levou ao Hotel Dom Pedro 115 empresas de turismo nacionais. Por esses estandes cheios de fitinhas do Nosso Senhor do Bonfim, peças de artesanato local e, claro, belas paisagens passaram mais de 300 portugueses ligados ao setor. A conversa, nesse caso, interessava igualmente aos dois lados, já que o Nordeste brasileiro é, atualmente, o principal destino turístico dos portugueses.
Temos certeza de que a divulgação de coisas como bumba-meu-boi e samba-de-matuto pode atrair mais gente, diz Plínio Guimarães, agente de turismo de Maceió. A cultura brasileira interessa aos portugueses porque temos uma relação histórica e eles se acham um pouco os pais do Brasil. Acredito que este evento marque mesmo uma nova etapa, arrisca.
Na semana passada, um grupo de empresários de Courchevel, principal estação de esqui da Europa, teve encontros com donos de agências de viagem do Rio de Janeiro e São Paulo com o objetivo de aumentar a divulgação do badalado destino francês. Na quinta-feira 16, a companhia aérea espanhola AirEuropa anunciou o início da operação no Brasil. A partir de novembro, a Alitalia oferecerá mais vôos e colocará uma aeronave maior para fazer o trecho GuarulhosRomaMilão. Devido ao crescimento da procura, a TAM programou mais sete vôos extras para Paris no período entre 31 de outubro e 20 de novembro. A Air France também aumentou a oferta de assentos no trecho RioParis.
De olho nos que fogem da burocracia norte-americana, as embaixadas européias também aumentaram os investimentos em promoção no País. Por enquanto, são apenas previsões, mas, na média, os principais receptores de turistas brasileiros na Europa Itália, França, Espanha e Portugal esperam um acréscimo de 20% no volume de visitantes.
A pequena Courchevel, distante quatro horas de Paris (de trem TGV), vive do turismo quatro meses no ano, apenas durante o inverno. Os 42 hotéis da cidade habitualmente recebem grupos de brasileiros, mas a quantidade tem diminuído nos últimos anos, o que fez com que os empresários e o governo se organizassem para recuperar o cartaz entre os endinheirados do País.
Queremos com esta visita retomar o número de brasileiros de três anos atrás, ou seja, aumentar em pelo menos 20% o total de turistas, explica Juliette Delarue, representante da Oficina de Turismo de Courchevel. Normalmente, os brasileiros que visitam a cidade dedicam alguns dias à capital francesa.
O lugar é chique, recebe gente famosa como Gérard Depardieu, o rei Juan Carlos, da Espanha, pilotos da F1 e tenistas internacionais. Os turistas têm as mais diversas origens são 52 nacionalidades. Pelo menos 80% dos freqüentadores são da própria França ou da Inglaterra.
Os hotéis, no geral, estão preparados para quem tem uma gorda conta bancária. As diárias de hospedagens mais modestas até assanham os turistas da classe média, a partir de 36 euros por pessoa (cotação de R$ 3,29, em média, na semana passada). Mas são exceções. No geral, os hotéis cobram a partir de 200 euros (um três- estrelas sem café da manhã). A conta nos mais sofisticados pode chegar a 2 mil euros por dia (com café e mais uma refeição). Quem não quiser chegar a Courchevel de trem, pode seguir de helicóptero a partir de Lyon ou de Genebra, na Suíça. O vôo sai por 1 mil euros e a aeronave leva até cinco pessoas apenas com bagagem de mão, é claro. Tem quem alugue dois helicópteros, um apenas para as malas, conta Juliette.
Além das pistas de esqui, que cobram 40 euros pelo passe, os visitantes podem aproveitar a permanência na cidade francesa para um tour gastronômico ou para fazer compras. O turismo movimenta, por temporada, cerca de 600 milhões de euros.
Se os franceses estão empenhados em levar os brasileiros para esquiar em Courchevel, os italianos não ficam atrás. Segundo Fernanda Morici Longobardo, diretora do escritório local da Enit (Ente Nazionale Italiano per il Turismo), a previsão é de que, na próxima temporada, 500 mil brasileiros sigam para a Itália. No ano passado, foram 400 mil. O Brasil representa pouco no volume total de turistas que visitam lugares como Roma, Veneza e Florença. Em 2002, foram 37 milhões de estrangeiros.
Está nos planos do governo italiano divulgar outros destinos. Estamos trabalhando muito de perto os recursos naturais e os atrativos culturais das 20 regiões italianas, diz Fernanda. Gênova, que será transformada na capital européia da cultura em 2004, deverá ser uma das prioridades. No mês que vem, chega ao Brasil para dar início à divulgação daquela região o diretor da agência regional para a promoção da Ligúria, onde se situa Gênova.
O interesse dos brasileiros pela Itália tem reflexos na disponibilidade de assentos nos aviões. Na Alitalia, segundo Eloísa Salles, responsável pelo departamento de marketing da companhia, já há alguns vôos com lugares vagos apenas na primeira classe. Em dezembro, começa a operar o Boeing 777, que aumentará em 40% a oferta de poltronas. A procura já está 30% maior em comparação com o ano passado, não só por causa dos brasileiros que querem ir para a Europa, mas também porque muita gente quer ir para outros destinos, como Japão, sem fazer escala nos EUA, onde é preciso o visto, explica Eloísa.
Os espanhóis também aumentaram as fichas no País neste ano, segundo informações da Oficina de Turismo. Tradicionalmente, os brasileiros vão à Espanha para conhecer a capital Madri, Barcelona e o roteiro de Santiago de Compostela, que se tornou mais conhecido no Brasil depois do livro de Paulo Coelho. Há também aqueles que procuram o país para estudar.
Recentemente, o governo espanhol começou a divulgar peças publicitárias que destacam outros atrativos do país, como os aspectos naturais e culturais, como a medieval Toledo, uma das cidades escolhidas como patrimônio histórico da humanidade. A Espanha é o segundo país da Europa em volume de turistas, perde apenas para a França. No ano passado, foram 51,75 milhões de estrangeiros.
A AirEuropa pegou carona nesse interesse dos espanhóis em aumentar o intercâmbio turístico com o Brasil e anunciou na semana passada o início das operações. A companhia aérea tem um perfil parecido com o da brasileira Gol, com vôos de baixo custo. Para não competir com a Iberia e a Varig, a empresa preferiu oferecer apenas o trecho MadriSalvador três vezes por semana. Os vôos começam a partir de 1º de novembro.
O Instituto de Comércio Exterior Português, com sede em São Paulo e dirigido pelo conselheiro comercial do governo, João Mota Pinto, tem procurado divulgar roteiros conjugados com a Espanha. Pinto está otimista em relação à próxima temporada. Tradicionalmente, os brasileiros viajam muito para Portugal. Neste ano, com as dificuldades de visto para os EUA, essa procura deverá aumentar, diz o conselheiro. O país recebe por ano cerca de 2 milhões de turistas (no total) e os lugares mais visitados são Lisboa, a região do Alentejo e o norte de Portugal. Na mão dupla, o Instituto Brasileiro de Turismo (Embratur) iniciou em Portugal sua ofensiva européia para atrair turistas estrangeiros ao Brasil (leia texto abaixo).
Com tanta promoção dos países, é fácil se identificar com um dos roteiros europeus. É difícil prever se, diante do esvaziamento das atividades turísticas, o governo dos EUA tentará reverter o jogo e oferecer facilidades, e se a moeda da União Européia se manterá atraente para os brasileiros.
Para quem está com a grana curta, vale lembrar que há muitas opções econômicas no Brasil ainda pouco conhecidas pelos brasileiros e muito valorizadas pelos estrangeiros, principalmente pelos europeus.
O BRASIL QUER SER REDESCOBERTO
A Embratur tem planos para dobrar o número de turistas no Brasil até 2007.
Por Ana Paula Sousa, de Lisboa
No requintado bairro das Amoreiras, em Lisboa, o Brasil trajou-se de homem de negócios. Para apresentar o País às empresas de turismo portuguesas, a Embratur chegou ao Hotel Dom Pedro, na quarta-feira 8, com gravatas alinhadas e números a postos. O instituto agora subordinado ao Ministério do Turismo criado no governo Lula escolheu Portugal como sede de sua primeira ofensiva européia e, na bagagem, levou duas metas ambiciosas: dobrar o número de turistas estrangeiros no Brasil até 2007 e atraí-los não só pela natureza, mas também pela cultura nacional.
Nos últimos quatro anos, o Brasil tem recebido, em média, 4,5 milhões de turistas anualmente. O pico, registrado em 2000, foi de 5 milhões de pessoas. Reestruturada e com o respaldo de um ministério recém-criado, a Embratur está certa de que, até 2007, é possível bater na casa dos 9 milhões. Para isso, no entanto, é preciso corrigir algumas rotas.
Se continuarmos a promover apenas natureza, sol e praia, não passaremos disso, atesta Eduardo Sanovicz, presidente da Embratur e mestre-de-cerimônias do workshop. A partir de agora, o eixo de nossas ações está na qualidade da produção cultural, na gastronomia, na boa música brasileira. Tanto que aqui, em vez de um show de mulatas, encerraremos o jantar com um show do João Bosco.
Ao lado da difusão desse conceito, Sanovicz aposta algumas fichas no turismo de negócios e eventos. Hoje, 100% da atividade está concentrada no lazer. Para mudar isso, criamos uma diretoria voltada à captação de eventos, diz ele. Nos últimos oito meses, o Brasil participou da concorrência de 40 eventos internacionais e, até agora, captou dez deles entre os quais o Congresso Mundial de Produtores de Algodão, marcado para Goiânia em 2005. O Brasil precisa entrar nesse mercado e, este ano, vamos apresentar pelo menos 70 candidaturas, promete Sanovicz. Mas, enquanto esses eventos não chegam, a saída é incrementar o turismo de lazer.
Para isso, a Embratur levou ao Hotel Dom Pedro 115 empresas de turismo nacionais. Por esses estandes cheios de fitinhas do Nosso Senhor do Bonfim, peças de artesanato local e, claro, belas paisagens passaram mais de 300 portugueses ligados ao setor. A conversa, nesse caso, interessava igualmente aos dois lados, já que o Nordeste brasileiro é, atualmente, o principal destino turístico dos portugueses.
Temos certeza de que a divulgação de coisas como bumba-meu-boi e samba-de-matuto pode atrair mais gente, diz Plínio Guimarães, agente de turismo de Maceió. A cultura brasileira interessa aos portugueses porque temos uma relação histórica e eles se acham um pouco os pais do Brasil. Acredito que este evento marque mesmo uma nova etapa, arrisca.
REC6
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