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Juíza nega mandar excluir vídeo em que Deltan diz a Gleisi para ‘lavar a boca’

A disputa nos tribunais antecipa a corrida ao Senado pelo Paraná

Juíza nega mandar excluir vídeo em que Deltan diz a Gleisi para ‘lavar a boca’
Juíza nega mandar excluir vídeo em que Deltan diz a Gleisi para ‘lavar a boca’
Gleisi Hoffmann e Deltan Dallagnol. Fotos: Kayo Magalhães/Câmara dos Deputados e Bruno Spada/Câmara dos Deputados
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A juíza Adriana Simette, do Tribunal Regional Eleitoral do Paraná, rejeitou um pedido para determinar, em caráter liminar, que o ex-deputado federal Deltan Dallagnol (Novo-PR) removesse das redes sociais um vídeo em que critica a ex-ministra Gleisi Hoffmann (PT-PR). Ambos são pré-candidatos ao Senado. O julgamento do mérito ainda não ocorreu.

A gravação é uma resposta de Deltan a críticas de Gleisi contra a promoção de Januário Paludo, ex-integrante da força-tarefa da Lava Jato em Curitiba — à época sob o comando de Dallagnol. Por decisão do Conselho Nacional do Ministério Público, Paludo virou subprocurador-geral da República.

O ex-deputado afirmou no vídeo que Gleisi deveria “lavar sua boca para falar do procurador Januário Paludo” e que ele teria ajudado “a desmontar o esquema de corrupção que o seu partido montou, que encheu bolsos de políticos ao seu redor e financiou campanhas eleitorais do seu partido”.

Segundo Gleisi, houve também propaganda eleitoral negativa antecipada. A magistrada, porém, avaliou não haver indícios suficientes para justificar a intervenção do Judiciário neste momento.

“Verifica-se o uso de retórica política ácida e de oposição”, escreveu Simette na última segunda-feira 20. “Tais afirmações inserem-se no contexto de resposta política a uma postagem anterior da representante, caracterizando-se como crítica dirigida à agremiação e à postura ideológica da adversária.”

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