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Quaest mostra brasileiros divididos sobre risco de interferência externa na eleição
Para a maioria, a influência de presidentes de outros países ajudaria mais candidatos da direita
Dados de uma pesquisa Quaest publicados nesta segunda-feira 17 indicam que 48% dos eleitores não acreditam haver possibilidade de outros países interferirem na eleição brasileira, ante 45% que veem esse risco. Outros 7% não sabem ou não responderam.
Entre os bolsonaristas, 64% acreditam na chance de interferência e 31% dizem não ser possível. Entre os lulistas, o cenário se inverte: 33% acreditam, 60% afastam a possibilidade.
A maioria do eleitorado (57%) entende que a influência de presidentes de outros países ajudaria mais candidatos da direita, enquanto para 22% ela seria mais positiva para postulantes da esquerda. Outros 5% dizem que ajudaria esquerda e direita da mesma forma, e 16% não sabem ou não responderam.
O instituto entrevistou 2.004 eleitores entre 10 e 13 de agosto. A margem de erro é de dois pontos percentuais, com um nível de confiança de 95%. O registro no Tribunal Superior Eleitoral é BR-06773/2026.
A sondagem ocorre pouco menos de um mês depois de o presidente da Argentina, Javier Milei, participar da convenção nacional em que o PL lançou Flávio Bolsonaro como candidato à Presidência. Também há dúvidas sobre como o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, reagirá ao pleito no Brasil, após interferir em processos eleitorais de diversos países.
Em recente entrevista a CartaCapital, a professora de Relações Internacionais da Universidade Federal do ABC Jana Silverman, integrante do Comitê Internacional dos Socialistas Democráticos da América, afirmou não caber mais perguntar se o governo Trump se intrometerá na eleição brasileira: a interferência já está em curso. “Começou com a primeira rodada de tarifas no ano passado, imposta por razões políticas”, resume. “Já vimos o nível de intromissão do governo Trump, especificamente de (Marco) Rubio e do Departamento de Estado, em outros processos eleitorais na América Latina.”
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