Sociedade
Com previsão de chuvas fortes até domingo, Rio Grande do Sul decreta calamidade pública
Em quatro dias, o estado teve o triplo da chuva esperada para esta época do ano
Nos últimos dias, o Rio Grande do Sul sofreu com chuvas intensas. A precipitação registrada equivale a três vezes a média para esta época do ano, segundo o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet).
Até o momento, os temporais deixaram 13 mortos e 21 desaparecidos, conforme dados mais recentes da Defesa Civil e da Polícia estadual.
A cidade de Santa Maria, na região central do estado, foi a que registrou o maior volume de chuva em todo o estado nos últimos dias. Ao todo foram observados 436,2 milímetros de chuva, o triplo esperado para o mês.
Diversos municípios estão isolados, em decorrência da queda de pontes e destruição de estradas. Diante do colapso, o governador Eduardo Leite (PSDB) decretou calamidade pública na noite desta quarta-feira 1º e pediu auxílio do governo federal para a operação de busca pelos desaparecidos e resgate dos isolados. O presidente Lula (PT) e uma comitiva de ministros devem desembarcar no estado nesta quinta-feira 2.
O último boletim informou, ainda, que 8,3 mil pessoas precisaram deixar suas casas. Destas, 1.072 pessoas estão em abrigos e 3.416 foram desalojados.
Previsão
Segundo o Clima Tempo, há mais chuva projetada para a região central do estado nesta quinta-feira 2. Grandes volumes de precipitação ainda são esperados nos vales dos rios Taquari, Caí e Pardo, Região Metropolitana de Porto Alegre, Serra, Norte e Nordeste.
A previsão é de que as chuvas fortes continuem até domingo no estado. Dados apontam que a região pode registrar casos de microexplosão, uma combinação de intensas rajadas de vento em direção ao solo, condição que pode causar grandes estragos.
A projeção é de que as rajadas de vento podem ser de até 100 km/h. Há risco para novas inundações, inclusive com transbordamento de rios e deslizamentos.
O fenômeno de microexplosão citado ocorre quando há grande diferença de temperatura e mudança na direção dos ventos. Situação parecida acometeu o Rio Grande do Sul no último sábado 27.
A instabilidade também pode ganhar ainda mais força com a chegada de uma frente fria que avança em direção a Santa Catarina, outro estado do Sul do País, nesta quinta-feira 2.
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