Justiça
Na véspera de julgamento, Mauro Cid pede ao STF autorização para viajar a São Paulo em abril
O militar, que cumpre medidas cautelares, diz que acompanharia a filha em uma premiação de equitação no Jockey Clube
Na véspera do julgamento que pode torná-lo réu pela tentativa de golpe de Estado em 2022, o tenente-coronel Mauro Cid pediu autorização ao Supremo Tribunal Federal para viajar à cidade de São Paulo em abril. O objetivo da viagem seria acompanhar sua filha em uma premiação de equitação no Jockey Clube.
A solicitação, enviada a Alexandre de Moraes nesta segunda-feira 24, pede que o ministro tenha a “sensibilidade” de avalizar o trajeto e sustenta que o militar está “há dois anos sob cautelar de monitoramento sem nunca descumpri-las”. A viagem, segundo os advogados de Cid, duraria de 1º a 7 de abril.
O militar foi denunciado pela Procuradoria-Geral da República sob acusação de tramar um golpe de Estado, com o objetivo de manter o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) no poder, apesar da derrota nas urnas. Ele está entre os integrantes do chamado “núcleo crucial” do golpe. A defesa nega as acusações.
A análise da denúncia ocorrerá nesta terça-feira 25, na Primeira Turma do STF. Se a acusação for rejeitada, o caso será arquivado. Contudo, caso a acusação seja aceita, os denunciados pela PGR se tornarão réus.
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